Família Doriana

Família Doriana

 

 

O Mito da “Família Doriana” – parte I

Ao ver relato de pais e mães em blogs sobre questões relacionadas a educação de seus filhos me identifiquei com muitos, cada experiência é única, e a partilha dessas experiências são sempre ricas.

Quantas vezes ficamos com o coração apertado, naquele único segundo, que você tem que pensar numa resposta (rápida!) que seja clara o suficiente, sem complicar, para nossos pequenos compreenderem, e principalmente, sem carregar de Pré- conceitos que temos em nossa sociedade, e que sem querer reproduzimos?

Historicamente vemos em nossa sociedade, valores serem reproduzidos pelas mídias, e em muitos lares esta informação vem pronta mastigada, e interiorizada.

Padrões de Mães, Padrões de Pais. A família perfeita, a “Família Doriana”.

Quantos pais, não se angustiam em não conseguir seguir este padrão?

Eu sou uma dessas!

Ao ir numa reunião na escola, ao ir no médico, no mercado, etc., em conversas e contato com outras mães, sempre pensei, nossa como essas mães são tão dedicadas! Seus filhos “engomadinhos”, bonitinhos,… – pensava: Nossa! Essas mães são super dedicadas, devem passar o dia todo em função de seus filhos e da casa! – Logo me conformava: – É, mais minha realidade não é essa…; Não sou dona de casa (mesmo que tenho esta jornada compartilhada com meu companheiro), sou estudante, sou trabalhadora; tentei sempre me conformar neste sentido.

Mas sentia sempre olhares em cima de mim, muitas vezes fora questionada minha idade, entre outros, por eu não me portar dentro deste padrão de mãe – que está sempre impecável!. De certa forma, isso sempre me angustiou, profundamente.

Mas minhas experiências ao longo dessa minha jornada de 12 anos de maternidade (tenho dois meninos um de 12 anos e outro de 5 anos), me fizeram compreender, e avançar em muitas coisas! Não, não me tornei uma mãe impecável! De forma alguma! Que o mais importante é criar nossos filhos com uma visão aberta, sem preconceitos, sem visões machistas!

Acreditávamos que iria ser fácil, mas quando nos deparamos com a realidade fora de casa, foi diferente, tudo começou a mudar. E a primeira instância pública na qual nossos filhos vão ter contato é a escola.

Quando meu filho mais velho começou ir para a escolinha, dissemos a ele: _ Se algum amiguinho bater em você, não bata! Chame a professora, ok?! – Aconteceu que quando ele apanhava, nem sempre tinha adulto perto, e chegou o momento em que ele não queria ir mais para a escola…

Tivemos que mudar o discurso, dissemos: _ Meu filho, da próxima vez se um amiguinho bater, bata de volta, se morder, morda de volta! Ficou confuso na cabecinha dele, explicamos tudo, mas ainda foi um processo, pois ele não tinha coragem de revidar. Valores e valores são colocados em cada família, o amiguinho que batia no meu filho, era o filho engomadinho!

Na sociedade em que vivemos, em nossa localidade, valores como a aparência é muito mais valorizada do que a essência, do que a pessoa realmente é.

Por esse motivo e outros, nunca fomos bem atendidos e determinados lugares, na escola, entre outros, quando levávamos questões relacionada à nossos filhos, nunca eram dadas a devida importância.

“Certa vez, no primeiro ano, meu filho chegava da escola amuado, e que não queria mais ir pra escola porque os amiguinhos diziam que ele não podia brincar, porque era pequeno; Conversei diretamente com a professora, nem passei por coordenadora, não achava necessidade pra tanto, algo como uma atividade com as crianças em sala resolveria. A professora, nada fez. Acabamos trocando nosso filho de turno. Passado um tempo, em uma reunião da escola, ouvi uma mãe dizer que tinha conversado com a professora, que a filha dela tinha passando pela mesma situação do meu filho, e a professora prontamente resolveu a situação, elaborou uma atividade em sala e tudo mais. Fiquei perplexa, pois a pouco tempo atrás tinha levado a mesma questão e nada foi feito. Tem coisas que observar de longe, é melhor pois você compreende melhor. Esta mãe, era uma pessoa bem apresentável, bem vestida, salto, jóias e carro. Eu tinha como meio de locomoção minha bicicletinha! Será que foi isso? Lamentável ver que em uma instituição escolar isso aconteça, mas acontece, e as situações não param por aí.. teria muitas para contar.

Nessa jornada que ainda esta começando, e que não temos manual (ainda bem, porque senão seria padronizado, certo?), aprendi muito:

– Aprendi que a luta contra os pré-conceitos reproduzidos no meio em que vivemos, é diário!

– Que nossos filhos vão crescer dentro de uma nova moral! Onde preconceitos não se multiplicam!

Neste sentido, pensar sobre as relações sociais em que nossos filhos vão estabelecer ao longo de suas vidas, o que vão aprender para além do conhecimento escolar, sempre foi uma preocupação minha e de meu companheiro. Pois sempre tivemos em mente que nossos filhos irão avançar em muito mais que nós!

familia_margarina_vintage_retro_anos-70_010Obs: Esta imagem foi retirada da internet, e sua produção original se refere a propaganda da “Família Margarina”;

 

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